História | TANABI - Rio das Borboletas

História

Postado dia 04/12/2016

História

Tanabi foi fundada em 4 de julho de 1882. Era uma terça-feira. A missa celebrada foi no local onde está a praça Stélio Machado Loureiro, antes denominada "24 de outubro", e em cujo centro se localiza atualmente a Rodoviária. O terreno fora convenientemente preparado e da clareira aberta na mata foi erguida uma capela de sapé. À frente da capela improvisada foi fincado um cruzeiro de madeira lavrado pelo carpinteiro Bento Peres. Junto à confluência do Jatai e Bacuri, se via aqui e acolá algumas choupanas onde viviam pacatos roceiros, posseiros das terras devolutas do Estado de São Paulo. Estes, confabulando entre si, concluíram, por mútuo assentimento, fundar um povoado, um arraial que pudesse conter os novos invasores que correntemente chegavam à região. Decidida a criação do arraial, foi confiada missão ao idealizador do ato, Joaquim Francisco de Oliveira, apelidado de "Joaquim Chico", cujo pai era Francisco de Paula Oliveira, português vindo de Minas Gerais onde havia sido alocado pelo serviço de imigração, que tinha como companheira a índia caiapó de nome Anna, trazida também da região de Minas Gerais, a tarefa de convidar os padres do Seminário (Mosteiro) Mãe dos Homens localizado em Minas Gerais (Campina Verde) e organizar o evento. A data marcada foi 4 de julho de 1882, quando os padres aproveitaram viagem que havia sido programada e que se estenderia até o forte Itapura. Na data prevista, Joaquim chico convidou a todos moradores esparsos da região do alto do Jatahy para a tão esperada missa que se iniciou às 09:00 horas. Por decisão dos organizadores, a capela foi consagrada à Nossa Senhora da Conceição e o local passou a se chamar Conceição do Jatahy.

 

Homens, mulheres e crianças engalanadas em sua roupagem caipira de "ver Deus", como afirmam em sua linguagem pitoresca participaram da cerimônia da subida de cruz. Entre vivas e rojões, salvas de garrucha e gritos de alegria é alçado o majestoso cruzeiro sob o aplauso de todos os presentes. E lavrado a enxó pelo exímio carpinteiro Bento Peres. Destacaram-se os senhores Polinice Celeri, o alferes, Leonildo Bataglia, João Barbosa do Amaral, Hilário de Souza Rozendo, Agostinho Pereira, Manuel Francisco da Silva (ou Oliveira), Joaquim Euzébio, o fundador Joaquim Francisco de Oliveira e outros convidados que lutaram pela criação do "Arraial do jatahy". Casou-se no dia o Alferes Polinice com Ana Delmira de Paula (ou de Jesus).

Foi designado pára responder pela capela o senhor Polinice Celeri, um dos co-fundadores do arraial. A capela persistiu até 1891, quando foi substituída por outra em alvenaria e telhas francesas, produtos da olaria do Alferes. Esta capela resistiu até 1933 quando foi substituída por outra, construída na parte central da cidade, mas mantendo a mesma denominação à padroeira Nossa Senhora da Conceição.

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